[Review] SSDs Crucial BX500 240GB e 500GB – Será que ainda são os melhores custo benefício em 2022? – The Overclock Page


Hoje, testaremos um SSD SATA da fabricante norte-americana Crucial, do segmento intermediário, modelo BX500. Neste teste, constataremos os modelos de 240GB e 500GB, os quais a Crucial nos enviou para analisarmos… Continue lendo!

Hoje, testaremos um SSD SATA da fabricante norte-americana Crucial, do segmento intermediário, modelo BX500. Neste teste, constataremos os modelos de 240GB e 500GB, os quais a Crucial nos enviou para analisarmos, obrigado Crucial!

Ele usa interface SATA com barramento de 6 Gbps, protocolo AHCI e capacidades que variam desde 120GB até 2TB. Seu preço geralmente se encontra próximo dos R$135 ~ R$159 para a unidade de 240GB e R$250 para a unidade de 500GB, curiosamente, a unidade de 500GB só é disponibilizada na América do Sul, não sendo comercializada fora, pois seu lineup completo em seu lançamento possuíam apenas as versões de 120GB, 240GB, 480GB, 960GB e 2TB e com o tempo a Crucial lançou estas novas versões de 500GB e 1TB.

Especificações do SSD

A seguir, informações um pouco mais detalhadas sobre o SSD que será testado (unidades de 240GB e 500GB):

Software SSD

A Crucial também oferece através de uma página de download em seu website, um programa chamado “Crucial Storage Executive”, que oferece diversas opções para gerenciamento e controle de seus produtos, como veremos a seguir.

A Crucial caprichou neste software, onde existem inúmeras funcionalidades disponíveis, desde funções mais básicas como leitura do seu SMART, quanto opções mais avançadas como Atualização de firmware, fora outras muito interessante, como, por exemplo, o “Crucial Momemtum Cache” que funciona de forma similar ao “Samsung Rapid Mode”.

Unboxing

O SSD vem em uma caixa toda elegante com uma imagem representativa do SSD junto de algumas breves especificações técnicas em sua parte traseira.

Ambos os SSDs veem em caixas idênticas e são exatamente iguais, tendo apenas diferenças em seus part numbers na embalagem e na parte traseira do SSD.

Construção e acabamento

Sobre sua construção interna, essa linha vem no formato SATA, protocolo AHCI, vemos também a unidade de 240GB se trata de um SSD com design double sided, ou seja, possui NANDs em ambos os lados do PCB como veremos logo mais, já a de 500GB por se tratar de um SSD com Dies QLC, que por si só possuem uma menor quantidade de dies, é single-sided.

Podemos observar isto nas seguintes fotos cujo mostram ambos os lados do PCB de cada SSD.

Apenas interessante ressaltar é a diferente cor do PCB, pois as variantes mais novas possui este PCB de cor azul, da mesma forma do que nos encontrados nos Crucial MX500, e, além disso, esses novos estão acompanhando um thermalpad sobre as NAND Flashs, embora elas não esquentem tanto.

Controlador
O controlador do SSD é o responsável por fazer todo o gerenciamento de dados, over provisioning e garbage collection, dentre outras funções que ocorrem em segundo plano. E, é claro, isso faz com que o SSD tenha um bom desempenho.

Neste lineup de SSDs, vamos encontrar 2 modelos de controladores, o SM2258XT e o SM2259XT, que são basicamente idênticos com pequenas diferenças sutis, sendo que, durante o seu lançamento oficial, os BX500 de 120GB, 240GB e 480GB acompanhavam o SM2258XT que era o antecessor do 59XT, e as unidades de 480GB (mais recentes) até 2TB já vinham de fábrica com o 59XT.

Ambos os controladores possuem seu núcleo de processamento com um processo de fabricação de 40nm desenvolvido pela TSMC. Possui oficialmente 4 canais de comunicação, aonde por cada canal, ele consegue realizar interleaving com até 4 comandos C.E, permitindo ele se comunicar com SSDs com até 16 Dies de forma nativa para obter o melhor desempenho. A fabricante não informa a velocidade de seu barramento entre o controlador e as NAND Flashs, porém por ser um controlador SATA, é certo afirmar que deve ser bem abaixo dos 800 MT/s, provavelmente 267 MT/s ou até 667 MT/s, no máximo. Porém, como iremos observar logo adiante, isso limita muito os Dies utilizados neste SSD.

As principais diferenças entre eles recaem sobre o IPC, onde o 59XT é levemente superior ao 58XT, e clock, onde o 58XT trabalha próximo de 400MHz enquanto o 59XT tem clock um pouco acima, porém, infelizmente foi possível confirmar essas informações.

DRAM Cache ou H.M.B.
Todo SSD topo de linha que visa oferecer um alto desempenho consistente necessita de um buffer para poder armazenar suas tabelas de mapeamento (Flash Translation Layer ou Look-up table). Com isso, ele consegue ter desempenho aleatório melhor e ser mais responsivo.

Bom, como possível observar nas fotos de ambos os lados do PCB de cada SSD, constatamos que se trata de um SSD DRAM-Less, ou seja, não possui DRAM Cache. E com isso utiliza as próprias NAND Flash para armazenar as tabelas de F.T.L..

NAND Flash
Com relação a seus circuitos integrados de armazenamento, o SSD de 240GB possui 4 chips Nand flashs marcados como “NW912” que ao decodificá-la gera-se o código “MT29F512G08EEHAFJ4-3R:A“. Tratam-se de Nands da fabricante norte-americana Micron, sendo neste caso dies B16A FortisFlash de 256Gb (32GiB) contendo 64-Layers de dados sendo um total de 74-layers gerando uma “Array Efficiency” de 86.5%.

Embora esses dies sejam bem antigos e estarem a anos no mercado, é ótimo encontrar um SSD desta capacidade com 8 dies de 256Gb, pois isso ajuda com o paralelismo fazendo com que tenha um desempenho melhor. As unidades maiores durante seu lançamento acompanhavam versões B17A que eram basicamente dois dies B16A com um design quad-plane, enquanto estes dies B16A possuem apenas 2 planes o que acaba prejudicando um pouco o desempenho.

E como o SSD possui 4 NAND Flashs, cada NAND possui 2 dies de 256Gb, que ao total temos 8 dies.

Já a unidade de 500GB, possui 2 chips Nand flashs marcados como “NY240” que ao decodificá-la gera-se o código “MT29F2T08GELCEJ4-QU:C“. Tratam-se de Nands da fabricante norte-americana Micron, sendo neste caso dies N48R FortisFlash de 1Tb (128GiB) contendo 176-Layers de dados sendo um total de 195-layers gerando uma “Array Efficiency” de 90.3%.

Estes dies são os Dies QLC mais recentes lançados pela Micron, possuem 4 planes para um maior paralelismo e um design bem similar aos B47R que são a variante TLC desses Dies, porém seu throughput é consideravelmente menor que os B47R, sendo estes dies N48R capazes de entregar algo próximo de 40 MB/s por cada die, ou seja, possui um tempo de programação estimado de cerca de 1600µs.

Cada NAND Flash possui 4 Dies de 1Tb (128GB) que ao total temo 8 dies com uma densidade total de 512GB, que diferente destas unidades de 480GB, possuem um espaço de 9.9% de over-provisioning reservado de fábrica, já as unidades de 120GB, 240GB, 480GB e 960GB tinham mais de 14% de espaço reservado para Over-provisioning.

PMIC / VRM (Power Delivery)

Como qualquer componente eletrônico que exerce algum funcionamento, SSDs também possuem um nível de consumo de energia que pode variar desde poucos miliwatts  até próximo de 10 watts, beirando o limite de alguns conectores ou slots. O circuito responsável por todo gerenciamento de energia é o PMIC, que significa “Power Management IC“, um chip responsável por prover alimentação para demais componentes. 

Como podemos observar nas imagens acima, no SSD de 240GB, não temos um C.I. único responsável por prover tal alimentação, mas foi utilizado diversos C.I.s que aparentam ser Load Switches ou mosfets convencionais para alimentar o controlador e as NAND Flashs.

Vemos o mesmo novamente no SSD de 500GB, sem a presença de um C.I. único, mas com a utilização de diversos outros componentes.

CURIOSIDADES SOBRE O SSD CRUCIAL BX500

Da mesma forma que circuitos integrados de memória RAM em um pente de memória sofrem variação, o mesmo ocorre com SSDs, nos quais há casos de mudanças de componentes como controlador e NAND flashs.

Infelizmente este line-up é outro que possui inúmeras variantes também, porém, sempre que sofreu modificações, boa parte foram upgrades, apesar de ter acontecido alguns downgrades em alguns casos, como mostraremos a seguir.

Originalmente, este produto foi lançado em meados de 2018 acompanhado dos Dies TLC da Micron de 64 Layers, B16A (256Gb – 32GB) para unidades de menor capacidade e B17A (512Gb – 64GB) para os SSDs de maior densidade.

Mas mesmo durante sua época de lançamento a Micron estava lançando seus novos Dies TLC de 96-Layers, e havia comentado que haveria uma troca, o que foi algo ótimo de terem feito e avisado aos consumidores através de reviews.

Mas isto não parou por ai, com o passar do tempo, a Micron foi lançando novos dies, como os B37R (128-Layers) e os B47R (176-Layers), onde eles decidiram fazer a troca desses dies mais antigos B16A/B17A por estes novos, o que foi ótimo, pois cada geração de dies mais novos trouxeram melhores resultados em quesito de largura de banda e de latências.

Porém, infelizmente, a Crucial decidiu com o passar do tempo, implementar o uso de Dies QLC nas unidades de maior densidade como a de 2TB, com o foco de cortar custos, tendo em vista que este SSD é voltado ao mercado intermediário e não é voltado ao ramo “topo de linha” SATA.

Como vimos na análise acima, isto não parou por ai, a Crucial continuou a fazer o uso desses Dies QLCs em unidades de menor tamanho, como as de 1TB, 960GB, 500GB e possivelmente a de 480GB. O que acabou gerando um desempenho menor em comparação até mesmo as unidades com dies B16A/B17A que foram lançadas originalmente em meados de 2018.

Atualmente, se compramos SSDs BX500 de lotes mais recentes, principalmente SSDs de 120GB até de 960GB, as chances são maiores de virem com dies B47R ou B37R da Micron, o que é interessante, mas as agora os SSDs de 2TB e 1TB e até mesmo de 960GB(possivelmente) tem chances muito maiores de acompanhar dies QLC. No decorrer da análise veremos se houve uma diferença muito grande.

O principal problema é que fica impossível do consumidor geral saber quais dies o SSD acompanha, pois não é informado e só é possível descobrir depois a compra.

METODOLOGIA DE TESTES
Nesta bateria de testes, serão utilizados softwares como Crystal Disk Mark, PCMark 10 (versão paga), IOmeter, 3DMark, ATTO Disk Benchmark, Adobe Premiere, além de utilizar o Final Fantasy XIV para teste de tempo de carregamento de games e tempo de carregamento de Boot do Windows 10 e 11 utilizando o Bootracer.

Importante ressaltar que, quaisquer breves mudanças no sistema operacional, plataforma utilizada seja Intel ou AMD, versão de drivers como Chipset, modelo de processador, modelo de placa mãe, versões do Sistema Operacional, podem gerar resultados com uma diferença deste apresentado, levando isto em conta, a seguir será listado todas as especificações da bancada utilizada, sendo que cada teste realizado foi aferido 3 vezes tendo utilizado a média de cada resultado.

BANCADA DE TESTES
– Sistema Operacional: Windows 10 Pro 64-bit (Build: 21H2) + Windows 11 Pro 64-bit (Build: 21H2)
– Processador: AMD Ryzen 9 5950X (16C/32T) (Frequência fixa em todos os núcleos, 4 GHz)
– Memória RAM: 2 × 16 GB DDR4-3200MHz CL-16 Netac (c/ XMP)
– Placa-mãe: Gigabyte X570s Aorus Elite AX (Bios Ver.: F5c)
– Placa de Vídeo: RTX 3050 Gigabyte Gaming OC (Drivers: 512.xx)
– Armazenamento (OS): SSD SK Hynix Platinum P41 2TB (Firmware: 51060A20)
– SSD testado: SSD Crucial BX00 240GB (Firmware: M6CR013)
– SSD testado: SSD Crucial BX00 500GB (Firmware: M6CR061)
– Versão driver Chipset AMD X570: 4.03.03.431.
– Windows: Indexação desabilitada para não afetar resultados dos testes.
– Windows: Atualizações do Windows updates desabilitados para não afetar resultados dos testes.
– Windows: A maioria dos aplicativos do Windows desabilitados de rodar em segundo plano.
– Teste Boot Windows: Imagem limpa com apenas drivers e todos os updates.
– Teste de pSLC Cache: O SSD é arrefecido por fans para não gerar thermal throtling, interferindo no resultado.
– Windows: Anti-Vírus desabilitado para diminuir variação de cada Rodada.
– SSDs Testados: Utilizado como disco secundário, com 0% de espaço sendo utilizado e outros testes com 50% de espaço utilizado para representar um cenário realista.
– Quarch PPM QTL1999 – Teste de consumo elétrico: realizo com 3 parâmetros, em idle aonde o disco é deixado como secundário e após um tempo em idle é realizado a gravação por 1 hora e tirado a média.

ONDE COMPRAR

Para aqueles que tiverem interesse em fazer a aquisição deste SSD via AliExpress, eis o nosso link de afiliados, que também contribui conosco para que possamos continuar com as análises desse tipo de produto, onde a quantia arrecadada será adquirido SSDs para testes.

Link – Aliexpress – SSD Crucial BX500 240GB

Link – Aliexpress – SSD Crucial BX500 480GB

Link – Aliexpress – SSD Crucial BX500 1TB

Para compras no Brasil, praticamente todas as grandes lojas vendem estes modelos.

CRYSTALDISKMARK
Realizamos testes sintéticos sequenciais e aleatórios com as seguintes configurações:

Sequencial: 2x 1 GiB (Blocos 1 MiB) 8 Queues 1 Thread

Aleatórios: 2x 1 GiB (Blocos 4 KiB) 1 Queue 1/2/4/8/16 Threads

Ao testarmos suas velocidades sequenciais, vemos que todos os SSDs SATA do comparativo tiveram um resultado muito próximo um do outro e isso é normal tendo em vista que dentro da região de pSLC Cache todos vao estar limitados pelo barramento SATA.

Já no quesito de latências, podemos ver a real diferença de dies TLC x QLC, aonde mesmo na região de pSLC Cache, em sua leitura do SSD TLC (240GB) foi bem menor que a do 500GB (QLC), já em sua escrita houve um empate técnico entre eles e ficaram similar à demais outros SSDs em ambos quesitos, somente em sua leitura que o BX500 conseguiu o melhor resultado dentre os SATAs, o que foi um resultado incrível para um cenário bem realístico.

Ao testarmos suas velocidades de acesso aleatório, vemos que novamente o SSD de 240GB se sai na frente do de 500GB devido a 2 fatores, primeiramente os Dies TLC oferecem uma maior largura de banda e menores latências fora ao fato de que são 8 dies TLC x 4 Dies QLC. E ainda assim o BX500 utilizanddo QLC conseguiu se manter parelho com os demais SSDs SATA do comparativo, outro ótimo resultado.

Isso se repetiu ao testarmos com apenas uma thread, embora a diferena entre os 2 SSDs BX500 tenha sido maior. Mas na prática não será algo muito perceptível no dia a dia.

Neste teste, foram feitas 3 configurações de acessos entre diversas configurações de queue depth desde QD1, que representa um uso cotidiano do dia a dia, quanto QD16, que já se torna bem surreal, mais comparável com ambientes virtualizados.

Com isto, podemos observar que ambos apresentaram desempenho similar, sendo apenas o SSD QLC com velocidades menores em acessos como de leitura e escrita simultaneamente.

ATTO Disk Benchmark QD1 e QD4

Realizamos um teste utilizando o ATTO para observar a velocidade dos SSDs em determinados tamanhos de blocos diferentes. Neste benchmark, foi configurado da seguinte forma:

Blocos: de 512 Bytes até 8 MiB

Tamanho do arquivo: 256MB

Queue Depth: 1 e 4.

O ATTO disk benchmark é um software que faz um teste de velocidade sequencial com arquivos comprimidos, ou seja, para uma simulação em uma carga de transferência de dados como no Windows, geralmente vemos algo em torno dos blocos de 128KB à 1 MiB, agora, podemos observar que neste cenário sequencial, vemos que ambos SSDs foram quase idênticos e bem próximos de outros SSDs do comparativo.

Já em QD1, novamente notamos uma diferença, sendo que todos os SSDs foram idênticos em sua escrita, sendo apenas o Crucial tendo resultados bem menores em blocos bem pequenos.

3DMark – Storage Benchmark

Neste benchmark, são realizados diversos testes voltados a armazenamento, incluindo testes de carregamento de games como Call of Duty Black Ops 4, Overwatch, gravação e streaming com o O.B.S. de uma gameplay à 1080p 60 FPS, instalação de alguns games e transferências de arquivos de pastas de games.

Ao utilizarmos o 3DMark na suite de testes do Storage Benchmark, vemos que neste cenário bem realístico, que usa traces de mundo real, a diferença entre ambos os SSDs foi mínima entre os BX500, mas foi mais considerável ao compararmos estes BX500 com outros SSDs DRAM-Less do Aliexpress que apresentarem desempenho ainda menor.

PCMARK 10 – FULL SYSTEM DRIVE BENCHMARK
Neste teste, foi utilizada a ferramenta Storage Test e o teste “Full System Drive Benchmark”, que faz testes leves e pesados no SSD.

Dentre estes traces podemos observar testes como:
– Boot Windows 10
– Adobe After Effects: Iniciar a aplicação até estar pronto para uso
– Adobe Illustrator: Iniciar a aplicação até estar pronto para uso
– Adobe Premiere Pro: Iniciar a aplicação até estar pronto para uso
– Adobe Lightroom: Iniciar a aplicação até estar pronto para uso
– Adobe Photoshop: Iniciar a aplicação até estar pronto para uso
– Battlefield V: Tempo de carregamento até o menu iniciar
– Call of Duty Black Ops 4: Tempo de carregamento até o menu iniciar
– Overwatch: Tempo de carregamento até o menu iniciar
– Usando Adobe After Effects
– Usando Microsoft Excel
– Usado Adobe Illustrator
– Usando Adobe InDesign
– Usando Microsoft PowerPoint
– Usando Adobe Photoshop (Uso intenso)
– Usando Adobe Photoshop (Uso mais leve)
– Copiando 4 arquivos ISOs, 20GB ao total de um disco secundário (Teste de Escrita)
– Realizando a cópia do arquivo ISO (Teste de leitura-escrita)
– Copiando o arquivo ISO para um disco secundário (Leitura)
– Copiando 339 arquivos JPEG (Fotos) para o disco sendo testado (Escrita)
– Criando cópias destes arquivos JPEG (Leitura-Escrita)
– Copiando 339 arquivos JPEG (Fotos) para outro disco (Leitura)

Já neste teste de traces, também vemos que houve uma diferença grande de performance entre as duas variantes o que é um ponto bem negativo.

TESTE DE PROJETO – Adobe Premiere Pro 2021
A seguir, utilizamos o Adobe Premiere para medir o tempo médio de abertura de um projeto de cerca de 16.5GB com resolução 4K, 120Mbps de bitrate, cheio de efeitos até que estivesse pronto para edição. Ressaltando apenas que o SSD testado é sempre como drive secundário sem o sistema operacional instalado, pois isso poderia afetar o resultado, gerando inconsistências.

Ao utilizarmos o Premiere para carregarmos o projeto, vemos uma curiosidade interessante dele ter conseguido carregar o projeto até mesmo mais rapido que alguns outros SSDs NVMe.

TESTE DE TEMPO DE CARREGAMENTO DE GAMES E WINDOWS
Fizemos uma comparação entre múltiplos SSDs e um HD, utilizando uma instalação limpa do Windows 10 Build 21H1 junto do benchmark do Final Fantasy XIV abrindo o modo campanha. O teste consiste no melhor resultado após três boots seguidos do sistema, considerando o tempo total até finalizar na área de trabalho com o score informado pelo aplicativo. Por isso, é mais lento do que o boot até mostrar a tela da área de trabalho. 

Ao utilizarmos o benchmark do Final fantasy, observamos que ambas as unidades possuem resultados parecidos e que ficam próximo de outros SSDs competidores.

Considerando que, neste programa, consta deste o tempo de boot até o carregamento dos últimos drivers do OS, o que neste caso, é feito uma instalação limpa com apenas drivers de sistema operacional, como de Rede, Wire-less + Bluetooth, Áudio, Drivers Nvidia, PCH dentre outros, então, vemos que a diferença mesmo entre todos os SSDs é bem pequena.

TESTE DE VELOCIDADE SUSTENTADA | SLC CACHING
Boa parte de SSDs no mercado atualmente utiliza como base a tecnologia de SLC Caching, em que certo percentual de sua capacidade de armazenamento, seja ele MLC (2 bits p/ célula), TLC (3 bits p/ célula) ou QLC (4 bits p/ célula), é usado para armazenar apenas 1 bit por célula. No caso, é usada como um buffer de escrita e leitura, em que o controlador inicia a gravação e quando o Buffer se esgota ele escreve nas NAND Flash nativas (MLC / TLC / QLC).

Através do IOmeter, podemos ter uma ideia do volume de SLC cache deste SSD, já que o fabricante muita vezes não informa este valor. Pelos testes que realizamos, foi possível constatar que a unidade de 240GB possui um volume de pSLC Cache dinâmico, cerca de 12GB, que conseguiu manter velocidade média de ~ 465 MB/s até o fim do buffer, o que foi um ótimo resultado. Enquanto isso a unidade com de 500GB, teve um volume de aproximadamente 45GB, que manteve a velocidade de pSLC Cache em média de 460 MB/s.

Após a unidade de 240GB ter gravado 12GB, sua velocidade de gravação caiu para uma média de 110 MB/s que se manteve até a unidade encher-se por completo. Já a unidade de 500GB por usar dies QLC teve uma velociade 2x menor, aproximadamente 47 MB/s, o que é terrível.

Realizamos também um teste para ver quanto tempo o SSD levaria para recuperar parte de seu Buffer e, no decorrer da nossa bateria de testes, que vai de 30 segundos até 2 horas em idle, utilizando o TRIM e gargabe collection vs TRIM/GC não utilizados. Ao testarmos sem usar o TRIM/GC podemos observar que este SSD de 240GB, como possui um volume de Cache bem pequeno consegue recuperar bem rapidamente seu volume inteiro em menos de 30 segundos num pior cenário.

Já em um cenário mais realista, com o disco formatado e rodando o trim no intervalo de cada teste, ele sempre foi capaz de recuperar 100% de seu volume, o que prova ser outro resultado incrível.

Já a unidade de 500GB com dies QLC se comportou de forma diferente, dos 45GB que notamos que ele possui, no pior cenário, ele conseguiu recuperar apenas 2GB em 30 segundos, um resultado inferior ao de 240GB.

Apenas quando estamos com o disco formatado e com partições criadas que vemos que ele recupera seu volume inteiro quase que instântaneamente.

TESTE DE CÓPIA DE ARQUIVOS
Neste teste, será foi feita a cópia dos arquivos ISOs e do CS:GO de uma RAM Disk para o SSD para ver como ele se sai. Foram utilizadas a ISO do Windows 10 21H1 de 6.25GB (1 arquivo) e sua versão extraída com o Winrar para uma pasta contendo 1.874 arquivos menores juntos da Pasta de instalação do CSGO de 25.2GB. 

Utilizando uma imagem .ISO do Windows 10 de 6.2GB podemos observar que houve uma pequena diferença de ambos os SSDs entre si, sendo o SSD TLC tendo uma leve vantagem em comparação a unidade de 500GB e aos demais SSDs do comparativo.

Utilizando o mesmo arquivo, agora extraído para uma pasta com mais de 1800 arquivos, vemos que essa diferença entre os SSDs se manteve, aonde o BX500 de 240GB sai na frente dos demais SSDs SATA do comparativo.

Agora ao utilizarmos a pasta do CSGO de 26.2GB, vemos o calcanhar de Aquíles do BX500 de 240GB, que levou mais que o dobro do que a unidade de 500GB, pois seu volume de pSLC Cache é de “apenas” 12GB. Com isso o BX500 de 500GB que tem um cache de 45GB conseguiu tranquilamente realizar a transferência sem ter problemas de quedas de performance.

TESTE DE TEMPERATURA
Neste trecho da análise, observaremos a temperatura do SSD durante um teste de stress, onde o SSD recebe arquivos de forma contínua, para podermos saber se houve algum thermal throtling com seus componentes internos que pudessem gerar algum gargalo ou perda de performance.

No quesito de temperatura a unidade de 500GB se comportou bem não ultrapassando os 50ºC no teste, apenas a unidade de 240GB em si que apresentou uma temperatura mais elevada mas ficou abaixo de seu limite de thermal throttling ainda.

CONSUMO ELÉTRICO E EFICIÊNCIA

SSDs da mesma forma que diversos outros componentes do nosso sistema tem um determinado consumo elétrico. Os mais eficientes conseguem realizar tarefas que foram requisitadas de forma rápida e com um consumo relativamente baixo, para que assim consiga transitar novamente para seus power states em idle aonde tende a ter um consumo menor.

Neste trecho da análisem utilizaremos o Quarch Programmable Power Module que a Quarch Solutions nos enviou (foto acima) para realizar estes testes e verificar o quão eficiente o SSD é. Nesta metodologia serão realizados 3 testes: O consumo máximo que o SSD possui, uma média em cenários práticos e casuais e em idle.

Este conjunto de teste, especialmente o de eficiência e em idle são importantes principalmente para usuários que pretendem utilizar drives em laptops, pois SSDs ficam a esmagadora maioria do tempo em power states de baixo consumo (Idle), portanto, isso ajuda e muito a economizar bateria.

Em termos de eficiência o BX500 deixou a desejar um pouco na unidade de 240GB, isso pois embora seu consumo não tenha sido “alto”, seu volume de pSLC Cache pequeno fez com que sua velocidade após o cache se manter baixa apos o término, diminuindo drasticamente sua eficiência, perdendo até para um SSD QLC como o BX500 de 500GB.

Já, ao monitorarmos seu consumo máximo, vemos que o BX500 de 500GB teve um incrível resultado inferior a 1W, o que é muito bom, sendo que a unidade de 240GB teve um resultado 2x maior, mas ainda sim foi um consumo menor do que outros SSDs SATA.

Agora em sua média, vemos que o BX500 de 240GB ficou bem similar ao MX500 de 1TB, porém a sua largura de banda foi bem inferior devido seu pSLC Cache de tamanho minúsculo. Já a unidade de 500GB, teve o menor consumo até o momento do comparativo.

E por último e mais importante, teste em Idle, que é o cenário que a esmagadora maoria dos SSDs se encontram no uso do dia a dia ou cotidiano.

Com isso vemos que ambos os BX500 tiveram até agora o menos consumo de todos os SSDs testados, o que foi um ponto positivo, tornando eles, uma excelente escolhas para upgrade em laptops.

Conclusão

Levando tudo isso em conta, realmente será que vale a pena investir neste SSD?

Com certeza sim, vemos que em vários cenários de usos casuais e cotidianos os BX500 provaram serem ótimos custo benefício, obviamente, como qualquer produto, com certas desvantagens. Mas para agora, no ano de 2022 e até 2023, eles são ótimas escolhas para upgrades em laptops e PCs também, apenas aconselharia as unidades de 240GB, 480GB e 960GB caso desejem utiliza-los como disco de boot, e as unidades de 1TB e 2TB caso queiram deixar como disco secundário, pois essas tem maior tendência em vir com Dies QLC.

VANTAGENS

  • Velocidades sequenciais decentes para SSDs SATA, mas bem inferiores em comparação à SSDs NVMe que custam quase mesmo preço.
  • Velocidades Aleatória decentes
  • Resultados de latência consistentes
  • Desempenho em cenários práticos, casuais e até profissionais muito bom
  • Construção interna decentes, embora haja variação de componentes internas com dies QLC
  • Não sofre thermal throttling
  • Volume de pSLC Cache se recupera rapidamente
  • Excelente nível de durabilidade
  • Consumo Energético baixo
  • Tempo de garantia
  • Software de gerenciamento bem completo
  • Possui suporte à criptografia
  • Preço muito bom para SSDs SATA, mas próximos de SSDs NVMe

DESVANTAGENS

  • Sofre variação de componentes internos
  • Latência de unidades QLC são bem mais elevadas
  • Volume de pSLC Cache em alguns cenários são muito pequenos
  • Velocidade de escrita baixa após pSLC Cache
  • Garantia de 5 anos apenas nos EUA, teria de ser feito o envio.
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